O Fim da Esperança: a trajetória do Palmeiras na queda para a Série B

EE segue jogadores e torcida alviverdes ao longo das últimas rodadas do Brasileirão e descobre manifestações de amor pelo clube ao redor do país

O Palmeiras conviveu com o drama do rebaixamento por mais da metade do Campeonato Brasileiro. A situação perdurou até o final da competição, e para mostrar os bastidores desse momento difícil na vida dos palmeirenses, o Esporte Espetacular produziu um documentário com depoimentos de torcedores e jogadores sobre as expectativas durante as últimas rodadas do Brasileirão. (Veja ao lado uma versão exclusiva para internet com cenas inéditas)

O 18º lugar perseguia a equipe paulista desde a derrota para o Náutico nos Aflitos, na 30ª rodada. Convocado para um amistoso no Chile, Hernán Barcos chegou em cima da hora do jogo contra o Bahia, pouco apareceu em campo, mas foi decisivo, dando o passe para o gol de Betinho e garantindo uma injeção de ânimo para a equipe na rodada seguinte.

Contra o Cruzeiro, uma história diferente nas arquibancadas. A contragosto, o metalúrgico corintiano Jurandir Aparecido Bueno levava o palmeirense Leandro Bueno ao Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara. Pai e filho divididos pela maior rivalidade de São Paulo e tudo por causa de uma brincadeira de amigos.

Time do Palmeiras após empate com o Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Time do Palmeiras após empate com o Flamengo
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

– Eles começaram zoando meu pai, colocando camisa do Palmeiras em mim. Aí chegaram com o hino alto, eu escutei e de repente bateu. Bateu o Palmeiras no meu coração e está até hoje – comentou Leandro.

Os gols de Marcos Assunção e Barcos deram mais um fio de esperança à nação alviverde. Mas um gesto antes do jogo pode ter sido uma ajuda a mais para a vitória: as lentes do Esporte Espetacular registraram o assessor do clube, Fábio Finelli, jogando sal grosso nas traves de cada gol.

Paixão alviverde no samba

De Minas Gerais para o Rio Grande do Sul. A partida contra o Internacional provou que o Palmeiras atrai fãs não só no futebol. Presidente da Escola de Samba Mancha Verde de Porto Alegre, José Ricardo de Oliveira nasceu gremista e virou palmeirense por causa do carnaval. Mesmo assim, o sentimento tricolor permanece na rivalidade com o Colorado.

Nós somos os culpados, todos nós. Os trinta jogadores são culpados”
Hernán Barcos

– O Palmeiras não pode cair e logicamente para um clube não cair, ele precisa pegar um clube mais fraco para poder se manter. Hoje ele está pegando um clube mais fraco, que é o time da beira do rio lá, que eu não cito o nome – disse Zezinho, como é conhecido, às vésperas do jogo.

Placar aberto pelo Verdão, virada do Inter e um gol de mão. O 2 a 1 de virada deixou o Palmeiras estático, com 32 pontos, cinco atrás do Bahia, e dependente de uma vitória sobre o Botafogo, que não veio, mas poderia ser pior. Barcos, novamente, manteve as esperanças da torcida com um gol no fim de jogo, garantindo um empate por 2 a 2.

– Nós perdemos gols de cabeça, dentro da área, bola na trave sem goleiro. Se hoje estamos em outra situação, diferente do jogo de hoje, pode ter certeza que estaríamos comemorando uma vitória – explicou o técnico Gilson Kleina.

Vida ou morte

O ambiente para a decisão contra o Fluminense era instável. Além de ser um jogo de vida ou morte para o Palmeiras, alguns jogadores tinham sido ameaçados por torcedores. Apesar da luta em campo, o time das Laranjeiras venceu por 3 a 2, garantindo o título, e forçou o Verdão a vencer o Flamengo posteriormente para evitar a Segundona, já que, devido a um tropeço da Portuguesa, o Alviverde paulista não tinha chances de cair naquela rodada.

– A gente mostrou que tem condições de brigar de igual para igual com o líder do campeonato, temos condição de sair também – afirmou o goleiro Bruno.

torcida Palmeiras choro rebaixamento (Foto: Wagner Meier / Ag. Estado)Torcida chora após rebaixamento do Palmeiras (Foto: Wagner Meier / Ag. Estado)

A confirmação da queda veio contra o Flamengo. Com um gol de empate no segundo tempo, Vagner Love, um dos heróis no retorno à Série A em 2003, fechou o caixão do Palmeiras, que caiu para a Série B após um período de dez anos na elite. O clube será o quinto da história a disputar a Taça Libertadores do ano que vem atuando na segunda divisão.

– Nós somos os culpados, todos nós. Os trinta jogadores são culpados – declarou Barcos.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s