A comunicação “anormal” entre gêmeos é real?

 

Quando as gêmeas Danielle e Nicole Fisher tiveram seus meninos com uma diferença de poucos minutos, as pessoas perguntaram se isso era o resultado de uma ligação telepática especial. Até porque, quais são as chances de duas mulheres ficarem grávidas com poucas semanas de diferença e os bebês nascerem separados por 13 minutos?

A dupla insiste que elas não planejaram nada conscientemente. Nicole, de 23 anos, explica que “é coisa de gêmeos”. “Tem algo a ver com a comunicação entre gêmeos”, afirma.

Mas os especialistas não se contentam com esse tipo de explicação.

“Já ouvi coisas assim acontecerem antes”, comenta Nancy Segal, professora de psicologia e autora do livro “Vidas conectadas: gêmeos e o que eles nos dizem sobre o comportamento humano”. “É fascinante. Mas não creio que exista algo de percepção extrassensorial nisso”.

Segal pensa que a explicação mais correta é a genética partilhada. Apesar dos genes não serem tudo no destino, eles tendem a influenciar nossas vidas.

“A vida dos gêmeos tende a ser sincronizada, particularmente no caso dos gêmeos idênticos”, comenta. “E você vê como a genética participa, por exemplo, no caso da concepção”.

A especialista já entrevistou centenas de gêmeos e na maioria das vezes não cruzou com muitos casos de comunicação especial entre eles.

De acordo com Ricardo Ainslie, não são apenas os poderes dos genes que fazem os gêmeos se sentirem tão próximos. Ainslie é professor de psicologia e autor do livro “A psicologia da relação entre gêmeos”.

“Eles crescem juntos no mesmo contexto”, afirma Ainslie. “Isso é muito poderoso. E por isso sempre haverá certa intimidade entre gêmeos que não existe entre irmãos de diferentes idades”.

A modelo Lauren Scruggs, que perdeu o olho esquerdo em um acidente de avião, possui uma irmã gêmea, Brittany. A mãe das duas, Cheryl Scruggs, afirmou que o olho esquerdo de Brittany estava doendo há alguns dias. “Ela sente isso por causa da conexão profunda entre elas”.

Mas Ainslie afirma que a mitologia por trás da conexão extrassensorial entre gêmeos pode ser opressiva.

“Quando entrevistei gêmeos”, afirma, “eu perguntei sobre esse fenômeno. E o que é interessante é que muitos não se sentem como relata o mito. Eles dizem ‘eu e meu irmão tentamos nos comunicar dessa maneira. Talvez não sejamos tão gêmeos quanto os outros’”, conta. [MSN]

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