Biógrafo de Reynaldo Gianecchini diz que não quis transformá-lo em herói

Foto: Editora GMT/Divultação
Em Giane – Vida, arte e luta, escrita por Guilherme Fiuza, o ator falou de momentos de mau humor, dificuldade financeira e conflitos

Figura conhecida da televisão, homem cobiçado e ainda enfrentando um drama pessoal. Assim como o próprio Reynaldo Gianecchini tem se apresentado em um comercial na televisão, a biografia dele parecia sedutora para virar livro. Dito e feito. Redigido em tempo recorde, um mês e meio de apurações e dois de escrita, Giane – Vida, arte e luta, de Guilherme Fiuza, foi lançado na segunda-feira na Livraria Cultura do Conjunto Nacional de São Paulo.

Ao contrário do que possa parecer, o projeto do livro nunca foi daqueles acalentados pelo autor de Meu nome não é Johnny e Bussunda – A vida do casseta. Mas, ao se oferecer para fazer a ponte entre a editora e o biografado, acabou fisgado pela história, pela proposta e, principalmente, pelo personagem. “Foi meio no escuro. Em um momento, achei que poderia ser interessante. Pensei que poderia fazer um triller psicológico”, descreve.

Como se trata de contar a história de alguém muito popular, o desafio foi revelar a pessoa que existe por trás de todos os personagens que ele ajudou a criar, ou mesmo da celebridade cultuada. “Como ele pensa, o que se passava na cabeça dele nos momentos cruciais. Achei que poderia começar o livro com o homem diante da morte. Depois, fui ajudado pelas circunstâncias. A vida dele é incrível, parece toda costurada”, comenta Guilherme.

A partir dos primeiros sintomas do câncer diagnosticado em 2010, o autor narra a vida de Gianecchini quase em ritmo cinematográfico. Passa pela intensa relação com a mãe, a infância em Birigui, no interior de São Paulo, as escolhas da adolescência, os relacionamentos e principalmente a construção da carreira de ator na televisão e no teatro.

“Desde o início, falei para ele: ‘Não vale a pena para mim apresentar o exemplo que você é. Todo ser humano tem fases, conflitos. Vou procurar os momentos feios'”, conta. Avisado, Gianecchini estava preparado para falar dos momentos de mau humor, dificuldade financeira e dos conflitos. Foram gravadas 50 horas de entrevistas com o ator e também com pessoas próximas a ele.

Guilherme Fiuza narra a vida do ator e modelo em detalhes, tal como se tivesse sido testemunha ocular da história. Narra o início e o fim do casamento com Marília Gabriela, a insegurança diante das críticas depois da estreia na televisão, o desejo em se aperfeiçoar no exterior e também os boatos que rondam a vida de Giane. “Não é um livro de curiosidades, que olha pelo buraco da fechadura para revelar coisas, mas ao mesmo tempo não há como ignorar os boatos”, diz o escritor.

Entre os pontos “espinhosos” estão as fofocas que vira e mexe envolvem Gianecchini. O falatório sobre um possível teste positivo de Aids é exemplo. “Pensei, não vai dar para especular sobre isso. Conversando com médicos, confirmei que ele não tem e isso teria que ser abordado de maneira contextualizada no livro”, conta o autor. O mesmo vale para a sexualidade do ator, o que, segundo Fiuza, é tema capaz de gerar certa obsessão no público. “Tudo em relação à vida afetiva dele é um pouco assim. As pessoas parecem esperar uma revelação. Não há nenhuma”, constata.

Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s