Brasileira que leiloou virgindade diz que continua virgem

O suspense continua: Catarina disse nesta quinta-feira (8) que continua virgem. Ela reapareceu no Brasil, depois de seis dias incomunicável. O “anúncio” foi feito no programa “Mais Você”, da Rede Globo, em entrevista para Ana Maria Braga.

Catarina é o pseudônimo de Ingrid Migliorini (20), de Itapema (SC). Ela vendeu a virgindade por US$ 780 mil (R$ 1,6 milhão), no leilão para promover o documentário australianao “Virgins Wanted”, reality show sobre a primeira vez de alguns jovens. O japonês Natsu, 33 anos mais velho, foi o vencedor. Ele deveria ter cobrado o prêmio até 3 de novembro.

Na entrevista Catarina satisfez a maior curiosidade da maioria das pessoas que acompanha o leilão desde 19 de setembro: “Eu sou virgem ainda”. Perguntada quando deixaria de ser, ela respondeu “isto não posso falar”.

Ela não deixou claro como fez para convencer o japonês que desembolsou os US$ 780 mil a esperar mais: as regras do leilão são muito claras sobre prazos e condições de pagamento. O contrato fazia exigências e ameaças de cobrança judicial, ao mesmo tempo em que concedia ao comprador direito de indenização. A identidade completa do japonês é mantida em sigilo pelos produtores do show.

Catarina veio ao Brasil convidada pela grife TNG para um desfile de modas no Fashion Rio. Ela desfilaria ontem (7) à noite, mas a má repercussão com o estreito limite entre o reality show e prostituição fez a grife cancelar sua participação na passarela.

Na entrevista, ela repetiu frases ditas em cada etapa do leilão sempre que era questionada se não seria prostituição vender a virgindade: “Prostituição é algo muito mais amplo: por exemplo, sair nua em revista, fazer filme pornô, fazer sexo sem afeto, fazer sexo por um cargo melhor ou outro tipo de coisa, entendeu? Isso acontece o tempo todo. As pessoas sabem, fingem que não veem, que não sabem”.

Catarina completou sua participação dizendo: “Eu sou de (sic) maior, tenho 20 anos, sou responsável pelo meu próprio corpo, e tudo que eu estou fazendo é por livre e espontânea vontade”.

Silêncio

Catarina estava sumida da internet depois do fim do leilão, em 24 de outubro, na Austrália. O “apagão” da jovem na web da noite de sexta (2) até a noite de quarta (7) coincide com o período estabelecido no regulamento para entregar-se ao vencedor do leilão, num voo sobre o Oceano Pacífico.

Em sua última conversa com a reportagem do UOL, sexta (2), por telefone, Catarina disse que estava proibida de falar “por ordem dos produtores” do leilão. Nem sempre foi assim. Catarina bombou na internet promovendo o show “Virgins Wanted”.

Ela esteve fora do Brasil quase 80 dias, entre Indonésia e Austrália. Sempre deu entrevistas a qualquer hora, 24h por dia, via celular ou internet. Fotos nuas e vídeos provocativos na internet despertaram imensa curiosidade no público, gerando mais publicidade para o show.

Passado o prazo da consumação, uma pesquisa em portais de notícias nacionais e estrangeiros retorna apenas informações do fim do leilão – depois, silêncio, exceto por informações já conhecidas. A única novidade envolvia o diretor do reality show, Justin Sizely – ele teve o visto negado pelo Consulado Brasileiro.

O telefone dos produtores do show que consta do site passou a ser o celular de Catarina – assim, a empresa e jovem não estiveram mais à disposição da imprensa.

A mãe dela, dona Mari, disse por telefone que nos últimos dias antes do fim do prazo Catarina teria tentado adiar o cumprimento do contrato com os promotores do leilão: “De zero a dez, minha filha estava com vontade dois de desistir “.

Prazo final foi sábado

Não há nada no regulamento do leilão que fale em adiamento. O japonês tinha prazo de sete dias úteis para pagar (na Austrália não existe o feriado de Finados), encerrado na última sexta (2), às 9h (de Brasília, 22h na Austrália), e dez dias corridos para receber o prêmio, até as 9h do último sábado (3).

Na entrevista, ela não deixou claro como fez para obter o adiamento: “Isso eu não posso falar”, foi sua resposta para várias perguntas. Na sexta, vencido o prazo de pagamento, em seu último contato com o UOL, Catarina não quis dizer se o contrato foi cumprido. Desculpou-se e desligou o telefone.

Se tudo correu conforme o contrato, o casal embarcou sábado num voo fretado para o Japão, com uma equipe de produção do reality show – os técnicos só teriam o compromisso de deixar os dois sozinhos por uma hora.

Ambos deveriam trocar exames médicos, ela comprovando virgindade, ele de não ter DST. Para o sexo os dois teriam várias regras. Não poderiam beijar-se na boca nem usar brinquedos. Drogas não seriam permitidas.

E, o que pode explicar muito do silêncio de Catarina, ela e o japonês assinaram um documento se comprometendo a não contar o que aconteceu no voo. Caso o japonês não conseguisse, o azar seria ele. Se a culpa fosse de Catarina, ele teria direito à devolução do dinheiro.

Uma gaúcha que integra a equipe australiana de produtores é a intérprete. Pelo contrato, todo dinheiro do leilão será de Catarina. Os produtores vão lucrar com a venda de publicidade do show.

fonte: uol

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